O ministério da Saúde da Rússia autorizou o uso da vacina anticovid-19 Sputnik V em pessoas acima de 60 anos. O anúncio foi feito neste sábado (26.dez.2020) pelo ministro da Saúde, Mikhail Murashko.

A Sputnik V, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, de Moscou, já é aplicada em adultos com mais de 18 anos desde 10 de dezembro na Rússia, mas era restringida aos idosos.

De acordo com Murashko, análises clínicas comprovaram eficácia acima de 90% na prevenção à covid-19 em pessoas com mais de 60 anos. Para a população em geral, a taxa de eficácia é superior a 95%, segundo os desenvolvedores.

A campanha de vacinação na Rússia é gratuita e a expectativa das autoridades de saúde é vacinar cerca de 2 milhões de pessoas até o fim deste mês.

Ela usa 2 adenovírus como vetores, fazendo com que o corpo humano desenvolva mais resistência ao coronavírus e por mais tempo, segundo afirmam os desenvolvedores da substância.

O preço estimado de cada uma das duas doses necessárias para imunização com a Sputnik V é de US$ 10. A substância pode ser armazenada em temperaturas de 2ºC a 8ºC. É uma vantagem em relação à vacina da Pfizer e BionTech, por exemplo, que precisa ser mantida a -70ºC, o que dificulta seu transporte e distribuição em países menos desenvolvidos.

De acordo com as autoridades russas, governos de mais de 50 nações já pediram doses do imunizante. Na América do Sul, ela já é usada pela Argentina. A brasileira União Química, de São Paulo, tem parceria com os russos para produção da Sputnik V, mas o governo brasileiro até o momento não fechou entendimento para compra e distribuição da substância no país.

 

 

 

 

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