O Papa Francisco criticou neste domingo, 3, as pessoas que viajaram para o exterior em férias de fim de ano, visando escapar dos bloqueios do novo coronavírus em seus países. Segundo ele, é necessário demonstrar mais consciência pelo sofrimento dos outros.

A bênção tradicional do Angelus foi realizada na parte de dentro para evitar que qualquer multidão se reunisse, evitando assim a propagação do novo coronavírus.

O papa, após sua bênção semanal ao meio-dia, disse que leu as notícias sobre pessoas que pegavam voos para fugir de restrições impostas pelos governos e buscar diversão em outro lugar.

"Eles não pensaram nos que estavam ficando em casa, nos problemas econômicos de muitas pessoas que foram duramente atingidas pelo bloqueio, nos doentes. (Pensaram) apenas em sair de férias e se divertir", disse o pontífice.

"Não sabemos o que 2021 nos reserva, mas o que todos nós podemos fazer juntos é nos esforçarmos um pouco mais para cuidar uns dos outros. Existe a tentação de cuidar apenas de nossos próprios interesses", completou.

Por outro lado, a Cidade do Vaticano, menor Estado soberano do mundo, informou que espera receber doses suficientes da vacina contra a covid-19 nos próximos dias para inocular todos os seus trabalhadores e residentes.

 O Vaticano abriga cerca de 450 pessoas, incluindo o papa Francisco, enquanto várias centenas de seus funcionários vivem em Roma, que circunda a cidade-estado.

“É provável que as vacinas cheguem na segunda semana de janeiro em quantidade suficiente para cobrir as necessidades da Santa Sé e do Estado da Cidade do Vaticano”, afirmou o comunicado da cidade-estado.

O Vaticano disse ter comprado um refrigerador de ultracongelamento para armazenar as doses, sugerindo que usará a vacina desenvolvida pela Pfizer e BioNTech, que deve ser armazenada a cerca de 70 graus Celsius negativos.

A vacinação terá início na segunda quinzena de janeiro, com prioridade para os profissionais de saúde e segurança pública, idosos e funcionários em contato frequente com o público, disse o Vaticano, com injeções administradas de forma voluntária.

O papa Francisco tem 84 anos e parte de um pulmão removido por uma doença quando ele era jovem na Argentina, seu país de origem, o que o tornou potencialmente vulnerável à covid-19. O Vaticano, no entanto, não disse se ou quando ele seria vacinado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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