Até agora amargando falta de recursos, os projetos de vacinas brasileiras começam a ser vistos como estratégicos. Com o país sem doses suficientes de vacinas estrangeiras para proteger a população, cientistas brasileiros esperam que, finalmente, o governo invista no desenvolvimento de imunizantes 100% nacionais. Entre 15 projetos de vacina contra Covid-19 propostos no Brasil em 2020, quatro veem agora chances reais de seguir adiante.

O ministro Marcos Pontes já se arriscou a prever que teríamos uma vacina 100% brasileira até o final de 2021. Jorge Kalil, diretor do laboratório de imunologia do Instituto do Coração, ligado à USP, conta que já recebeu promessa de apoio do governo federal, caso avance até a fase 3 de ensaios clínicos, após provar segurança e capacidade de resposta imune.  O presidente disse que iria fazer todo o esforço para conseguir recursos, caso a gente consiga avançar nas etapas clínicas. A título de comparação, a vacina da Moderna recebeu do governo americano US$ 1 bilhão, sem garantia de retorno.

Cientistas estão convencidos que a doença deve persistir e, no caso de surtos futuros, elas serão fundamentais e nos livrarão da dependência de importação. O grupo de pesquisa que relata estar mais avançado com sua vacina é o da Farmacore: em maio, espera iniciar as fases 1 e 2 do ensaio clínico, num grupo limitado de pessoas. O único projeto não paulista no pelotão de frente da busca pela vacina brasileira é o da UFMG. Líder do trabalho, Ricardo Gazzinelli busca fazer uma vacina com base no vírus influenza geneticamente modificado. para não se replicar e alterado para expressar o gene da proteína S, que o coronavírus usa para invadir células humanas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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