Uma das entidades que convocaram a greve dos caminhoneiros para a última segunda-feira (1º) decidiu se retirar da mobilização. 

Segundo o presidente da ANTB (Associação Nacional de Transporte do Brasil), José Roberto Stringasci, a decisão foi tomada diante do que ele considerou uma forte pressão do governo para que a mobilização não crescesse.

"Agora vamos nos reagrupar, reorganizar, para só então decidir. Vamos definir uma nova data e nova estratégia", disse.

O CNTRC (Conselho Nacional do Transporte de Cargas) e a CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística), entidade ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores), foram procurados nesta terça-feira (2), mas ainda não responderam.

Inicialmente, eles previam que a mobilização seria mantida por tempo indeterminado, até que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) aceitasse discutir a pauta de reivindicações da categoria.

Para Stringasci, da ANTB, a percepção de que o movimento tinha viés político-partidário enfraqueceu a mobilização. "Não tinha bandeira de partido, não era contra o presidente Jair Bolsonaro. Mesmo assim, o governo mandou um aparato de guerra", afirmou.

As Justiças de São Paulo, do Rio de Janeiro e do Paraná proibiram o bloqueio de vias em seus respectivos estados. As entidades que aderiram à greve pediram que os motoristas não deixassem suas casas na segunda-feira. Para quem estava na estrada, a recomendação era para que não deixassem os postos de descanso e tentassem mobilizar outras pessoas.

O presidente da ANTB diz acreditar ter havido boa adesão à greve no início da manhã. Pressionados, os motoristas acabaram voltando para a estrada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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