O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira a demissão do presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco.  Em um post em redes sociais, Bolsonaro afirmou que o novo chefe da estatal é Joaquim Silva e Luna, diretor-geral da Itaipu Binacional e ex-ministro da Defesa no governo Temer (MDB).

Luna é o primeiro presidente militar da estatal desde a Ditadura. O último foi Thelmo Dutra de Rezende, durante o governo do João Figueiredo, em 1984.

"O governo decidiu indicar o senhor Joaquim Silva e Luna para cumprir uma nova missão como Conselheiro de Administração e Presidente da Petrobras, após o encerramento do ciclo, superior a dois anos, do atual presidente, senhor Roberto Castello Branco", diz a nota reproduzida por Bolsonaro, assinada pela assessoria de comunicação social do Ministério de Minas e Energia.

Castello Branco é substituído após anunciar o quarto aumento no preço dos combustíveis.

 

Silva e Luna completaria dois anos à frente da parte brasileira de Itaipu no próximo dia 26. Sua gestão é frequentemente elogiada em público por Bolsonaro, que costuma creditar benefícios gerados ao Estado do Paraná ao trabalho do general da reserva, de 71 anos.

Bolsonaro pediu a saída de Roberto Castello Branco do comando da Petrobras numa reunião nesta quinta-feira no Palácio do Planalto, após o quarto aumento no preço dos combustíveis anunciado pela empresa, o que irritou o presidente.

A reunião ocorreu pouco antes da transmissão ao vivo nas redes sociais em que Bolsonaro criticou a estatal e disse que “alguma coisa” iria acontecer na Petrobras, posição reforçada na manhã desta sexta.

O presidente da estatal vinha irritando Bolsonaro por conta do aumento dos combustíveis, especialmente o diesel. A situação se agravou depois que Castello Branco, em Janeiro, ainda sob a pressão da ameaça de greve dos caminhoneiros, afirmou que a insatisfação da categoria é “um problema que não é da Petrobras”.

O presidente vinha dizendo a interlocutores que Castello Branco é “insensível”, tem uma gestão voltada exclusivamente a dar lucros para os acionistas privados, além de lembrar que a estatal é monopolista no segmento de refino. O presidente também tem dito que a estatal não está sendo transparente na sua política de preços.

 

A gota d’água para a troca foi o reajuste de 14,7% no diesel e de 10% na gasolina nas refinarias, anunciado pela Petrobras. Foi o quarto reajuste do ano e começou a valer nesta sexta-feira.

Após saber do reajuste, Bolsonaro pediu a demissão de Castello Branco numa reunião com os ministros da Economia, Paulo Guedes; da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas; e de Minas e Energia. Todos os ministros tentaram demover o presidente da decisão, de acordo com fontes com conhecimento no assunto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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