O indicador da média móvel de mortes por covid-19 está em trajetória de alta, acima da marca de 1.000 mortes diárias desde 20 de janeiro, no Brasil. Diferente do que ocorre nas outras nove nações com mais vítimas do coronavírus, em que o oposto está ocorrendo. Os dados foram compilados até a última terça-feira (2) pelo Poder 360.

Se considerados os números de 2 de fevereiro a 2 de março, o Brasil foi o único país em que a média móvel de mortes de 7 dias cresceu. Na última quarta-feira (3), de acordo com o monitor Worldometer, o Brasil foi o país que registrou o maior número de mortes pela doença em todo o planeta, com o total de 1.910.

Carnaval

Uma das explicações possível para a alta no número de mortes causadas pelo novo coronavírus é o Carnaval. Neste ano, o feriado teve início em 13 de fevereiro. A média móvel, à época, era de 1.070 mortes. Bateu 1.262 na terça (2). O número de casos aumentou significativamente após o feriado. Segundo dados do Ministério da Saúde, a média móvel de novos casos de covid-19 no Brasil subiu 21% duas semanas após o Carnaval. No dia 13 de fevereiro, o número era de 44.566 notificações diárias. Já na última segunda-feira (1), a média móvel era de 54.076 novos doentes por dia.

A análise compara a média móvel de novos casos nas datas comemorativas e depois de duas semanas. Especialistas afirmam que existe maior probabilidade de transmitir o vírus até 14 dias depois de ser infectado. A maioria dos Estados cancelou folgas no Carnaval e manteve o funcionamento do serviço público no feriado, mas aglomerações foram registradas em diversas praias pelo país, e estabelecimentos foram interditados.

Mortes

A maior parte dos países que, ao lado do Brasil, compõem o grupo dos 10 com o maior número de mortes por covid-19, têm experimentado uma queda acelerada no número de mortes. Nos EUA, a média móvel de mortes era de 3.327 por dia em 26 de janeiro. Já nesta 3ª feira, foi de 1.986. No México, foi de 1.312 para 768 no mesmo período. No Reino Unido, de 1.245 para 285.

Ainda não está claro qual o principal motivo para a queda no número de óbitos pela doença nessas nações. Um dos fatores pode ser o início da vacinação em massa. Os Estados Unidos são o país que mais administrou doses de vacinas até agora: 50,7 milhões de pessoas já receberam ao menos a 1ª injeção. O número corresponde a 15% da população do país. Os números foram atualizado até as 19h24 de terça-feira (2).

 

 

 

 

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