Duas semanas após suspenderem a greve que teria início no dia 18 de fevereiro, os petroleiros da Bahia retomaram o movimento nesta sexta  as 00h01. Segundo o sindicato da categoria, o Sindipetro, a decisão foi tomada após os profissionais e a Petrobras não entrarem em acordo.

Ainda de acordo com a entidade sindical, a greve não acontecerá só na Bahia, sendo deflagrada também pelos Sindipetros do Espírito Santo, Minas Gerais, Amazonas, Pernambuco e São Paulo (Mauá e Campinas). Filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), esses sindicatos também estavam negociando suas pautas reivindicatórias regionais diretamente com a Petrobras.

“A diretoria do Sindipetro Bahia lamenta que após quatro rodadas de negociação, e sem ter havido qualquer tipo de avanço, a Petrobras tenha rompido o trato com o sindicato, encerrando as negociações, e ressalta ‘a frustração da boa fé da entidade sindical, que suspendeu o início da greve do dia 18/02, para negociar’”, informou a Sindipetro, em nota.

Conforme a entidade sindical, na Bahia, trabalhadores próprios e terceirizados da Refinaria Landulpho (RLAM) - cerca de 900 concursados e 1.700 terceirizados - e de outras unidades da estatal no estado vão aderir ao movimento. A Petrobras já foi notificada.

De acordo com o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, essa será “uma greve forte, com boa adesão da categoria. Uma greve legítima, legal e necessária, diante das tentativas recorrentes da Petrobras de retirada de direitos dos trabalhadores, das atitudes antissindicais e da utilização do assédio moral e da pressão como ferramentas de gestão nas unidades da estatal”.

Entre as reivindicações da categoria estão a implementação de uma política de combate ao assédio moral nas unidades da Petrobras; a incorporação dos trabalhadores concursados da Petrobras Biocombustíveis (PBIO) à Petrobras, caso a Usina de Biocombustíveis de Candeias seja realmente vendida; fim das dobras de turno e das prorrogações de jornada; revisão da política do efetivo mínimo do O&M (Organização e Método) nos diversos setores da estatal, em especial na RLAM.

Os petroleiros também pedem que a Petrobras envie ao Sindipetro Bahia, a cópia do contrato de venda da Refinaria Landulpho Alves para o fundo Árabe Mubadala ou apresente e coloque em discussão o cronograma de transição da operação da unidade, os prazos de transferências de trabalhadores, seus critérios e prioridades, além das regras que utilizará para indenizar as transferências desses trabalhadores. 

 

 

 

 

 

 

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