É fácil, muito mais fácil do que se imagina, fundar um partido político no brasil usando assinaturas de apoio falsas.  É isso mesmo.  Bastam 500 mil assinaturas e pronto. 

Depois, é só enviar o pedido de registro à justiça eleitoral, que inicia a fase de checagem dos dados apresentados. Tudo é devidamente analisado. E nessa análise foi que veio à tona a lambança. Foi o que aconteceu com a fundação do Partido Solidariedade. Para conseguir o número de assinaturas necessárias, os criadores do partido recorreram à falsificação. 

 

Um vídeo obtido pela revista Veja revela   que os milhares de apoiadores do partido tiveram acesso ao cadastro de desempregados do Ministério do Trabalho e, usando identidades reais, colocou-os como se fossem apoiadores do Solidariedade. 

 

A fuleragem funcionava assim: um grupo ligado ao atual presidente do partido, Paulinho da Força, recebia cópia das guias preenchidas por desempregados que queriam obter o seguro-desemprego. Com os dados, os falsificadores caiam em campo. No vídeo aparece um homem explicando como era feito. "Estamos  aqui com fichas do seguro-desemprego para dar continuidade ao Partido Solidariedade”, diz ele. 

 

Depois, ele preenche a ficha de criação do partido com as informações de um desempregado. Com auxílio de uma prancheta de luz, ele copia a assinatura. Teve uma cidadã que teve a ficha falsificada no cartório eleitoral de Suzano (SP). 

 

Um ex-ministro do TSE ouvido pela revista Veja entende que, demonstrada a fraude, o partido pode ser punido com a cassação do registro, a medida mais extrema que a lei eleitoral prevê.

 

Como isso pode acontecer?

 

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